Relato de Viagem: Londres – Lituânia – Paris – Plymouth

Eu comecei a escrever um relato cronológico da viagem pra Europa para postar no Mochileiros.com e resolvi compartilhar aqui também, já que está ficando bem detalhado e eu ainda posso acrescentar as fotos….

Serão vários posts, já que nós fizemos muuuuuuita coisa a cada dia. Espero que gostem….

Voo São Paulo – Londres – São Paulo

Compramos as passagens em maio/2013 para viajar em outubro, pela Iberia mas voando British. Foi minha primeira experiência em voos longos já que antes só tinha ido pra Argentina.

O voo saiu de SP com destino a Londres sem atrasos. O serviço de bordo iniciou mais ou menos 1h30 depois da decolagem, sendo que o jantar tinha duas opções: massa ou carne e era acompanhado por vinho branco ou tinto, água, suco e refrigerante. Além disso tinha opção de chá com leite e um pãozinho após.

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Porque eu sou esperta e só tirei a foto depois da refeição rs

O voo em si foi muito tranquilo, embora a classe economica não seja tão espaçosa. Mas eu já estava preparada psicologicamente pra isso então não foi tão horrível. Levei travesseiro de pescoço que acabei não usando pois as poltronas da British tem apoio lateral pra cabeça, e como fui na janela foi bem confortável dormir. Minha amiga foi na poltrona do meio e tinha um rapaz no corredor, mas quando precisamos levantar durante o voo ele foi muito gentil e simpático. Demos sorte e dormi como um anjo na maior parte do tempo.

Aliás o entretenimento também foi muito bom: telas individuais, boa variedade de filmes tanto novos quanto mais antiguinhos e boa variedade de músicas também. Pra dormir usei um canal de som deles que seria para relaxamento. Pelo menos comigo funcionou!

Adorei o aeroporto Heathrow, achei coisa de outro mundo. Passar pela imigração também foi bem mais tranquilo do que imaginei. A minha amiga fala melhor o inglês (na verdade o meu é macarrônico…. só serviu pra pedir informação e desculpas mesmo rs) por isso passamos juntas e ela acabou respondendo todas as peguntas que foram bem básicas: quanto tempo e onde ficaríamos, há quanto tempo conhecíamos nossa amiga que mora lá e ia nos hospedar por uma parte da viagem e só. Não pediu nenhum documento. Sejam bem-vindas! 🙂

A volta também foi a partir de Londres e foi bem semelhante à ida com a diferença que o café da manhã servido foi o tradicional english breakfast: não teve jeito de encarar aquela linguiça esquisita. Fiquei só no chazinho e com fome!

Londres

01/10

Após passarmos pela imigração, fiz uma parada estratégica pra trocar de blusa antes de sair pro salão de desembarque. 11h com a mesma roupa é demais pra mim e eu não tinha conseguido trocar no avião rs

Depois procuramos a saída para o metrô e já compramos o Oyster Card para 7 dias, zonas 1 e 2, mais a viagem de ida da zona 6. Pagamos no Oyster, se não me engano, cerca de 30 libras.

Há máquinas para a venda do cartão e bilhetes de metrô além de um balcão de atendimento. Nós preferimos ir ao balcão por não entender ainda muito bem como funcionavam as máquinas. O senhor que nos atendeu foi extremamente simpático e prestativo. Provavelmente está acostumado a atender turistas perdidas como a gente 🙂

Tínhamos reserva no Easy Hotel Earl’s Court, então felizmente do aeroporto até lá não precisamos trocar de trem. A viagem foi bem tranquila e durou cerca de 40 minutos. Como era minha primeira vez por lá pra mim foi tudo lindo. A cada minuto tinha uma coisa mais interessante pra olhar. Estava encantada!!!

Da estação até o Hotel eram cerca de 500m, mas foi bem fácil de achar. O difícil foi puxar a mala até lá: não estava cheia, mas eu estava levando outra mala menor dentro (marinheira de primeira viagem: preparem-se para os micos malísticos ao longo do relato rs).

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Se na ida já estava assim, imagine na volta…

Quando chegamos no Easy Hotel, ainda era muito cedo (cerca de 10 da manhã pois o voo pousou as 7h) então pagamos 15 libras pelo early check-in e valeu a pena já que pudemos ir para o quarto deixar as malas e eu pude me surpreender com o tamanho: PQP que quarto pequeno!!!!! Essa foi a minha reação quando abrimos a porta e olhem que eu já estava avisada de que era mega pequeno, mas ainda assim é uma surpresa quando você vê ao vivo. E nós îamos ficar lá nove noites!

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Eu estava na ponta da cama e ali atrás é o “resto” do quarto, com o banheiro à direita…. 😛

Enfim, depois de ajeitar tudo pegamos as bolsas e fomos bater perna, porque nosso lema é o seguinte: dormir eu durmo em casa, quando eu viajo quero é aproveitar!

Nós já tínhamos um roteiro bem desenhado antes de sair do Brasil, então a parada desse primeiro era a Oxford Circus para compras! E a primeira parada por lá foi a Primark… ô loja do pecado hein! Blusas de alcinha por 3 libras, camisete por 7, 5 pares de meia por 3 libras. Fiz a festa e nesse primeiro dia também comprei um casaco, já que fui do Brasil apenas com uma jaqueta de couro e a previsão era de ficar mais frio até o fim do mês. Passamos também na loja da Nike e como os preços estava muito bons aproveitei pra comprar um tenis que tava precisando. O que eu levei na viagem estava bem velhinho já (mas não tive coragem de jogá-lo fora…).

Depois disso estávamos com tantas sacolas que voltamos direto pro hotel no fim do dia, já bem cansadas tanto da viagem quanto de bater perna.

Mais uma observação quanto ao Easy Hotel: o banheiro é tão minúsculo quanto o quarto, então o espírito pra dividir um quarto desses é o de ficar o menor tempo possível lá dentro porque pode ser meio claustrofóbico…

Casamento na TV

Fazia tempo que eu não via um casamento tão legal na TV brasileira… casamento fictício, diga-se de passagem.

Eu normalmente não assisto novelas, até por incompatibilidade de horários e porque prefiro acompanhar pelas notícias e resumos na internet. Até nisso prefiro ler do que assistir…

E como perdi na TV o último capítulo de Aquele Beijo, corri pro site da Globo pra ver pelo menos este (foi o único capítulo da novela que assisti… rs).

A produção, em especial das cenas do casamento foi espetacular, sem contar a química perfeita entre Giovanna Antoneli e Ricardo Pereira, Cláudia e Vicente. E está claro que um homem desses  é bem improvável de existir no mundo real.

Improvável mas não impossível, esperemos…

Houve o cuidado, inclusive, de produzir um vídeo especial com direito à imagens de “bastidores” do casamento e mensagens dos convidados. Adorei a ideia de um painel personalizado dos noivos pros convidados deixarem sua mensagem diante de uma câmera. Vai pra pastinha de inspirações e de indicação pras amigas casadouras.

Clique aqui para ver o vídeo.

Fotos: Site Globo.com

Pra conhecer: Foz do Iguaçu parte III

O outro passeio mais-mais de Foz é o Parque Nacional do Iguaçu onde estão as Catararas do Iguaçu.

A visitação é possível tanto do lado brasileiro quanto do lado argentino. Vantagens? Os dois lados têm. Vamos às minhas impressões.

Começamos pelo lado argentino, pois é um passeio de dia inteiro. Fomos logo cedo (com van acertada com um representante da agência de viagens no próprio hotel), trocamos reais por pesos no caminho (o lado argentino não aceita dólar ou real!) e aguardamos ansiosamente a chegada.

Após uma breve viagem de cerca de 30 minutos, fomos deixados na entrada do Parque Nacional Iguazú, que é bem bonita.

O passeio começa com um circuito chamado “Trem Ecológico da Selva” que deixa o visitante em estações próximas à entrada das trilhas que levam às cataratas.

Ponto baixo dessa parte? A narração dentro do trem é feita apenas em Inglês e Espanhol. Consideração zero para com o turista brasileiro (e também os demais estrangeiros que falam português, é claro).

A parte mais triste? Não é só no trem que os falantes do português são deixados de lado: por todo o parque espalham-se placas de orientação/identificação somente em inglês/espanhol.

Bem… o passeio dura o dia todo porque a parte argentina do parque é muito maior do que a brasileira. Do lado argentino se tem acesso a praticamente todas as quedas d’água que formam o conjunto Cataratas do Iguaçu. É por esse lado que você consegue passar bem pertinho das quedas menores, praticamente em frente delas…

Leve protetor solar, repelente e vá com calçado/roupas confortáveis, principalmente se estiver com crianças.

Quanto à alimentação, recomendo levar um lanche por conta própria. Os motivos?

Bem, não cheguei a provar o restaurante mas as lanchonetes que se encontram no início das trilhas não são nada recomendáveis, a não ser pela venda da coca-cola. O pão tinha cara de estar dormindo a pelo menos uns 3 dias e o recheio (de presunto e queijo, supostamente) era pífio. O preço então nem se fale….

Ah, aproveitando o momento desabafo… rsrsrsrs… a moeda lá é 1×1. Juro! Nunca vi isso… não existe câmbio… simplesmente, se quiser comprar, é 1 real por 1 peso.

E, pra finalizar o momento #badgirl: a entrada também não é vendida em real ou dólar, apenas em peso embora lá dentro aceite-se as outras moedas.

Mais tarde faço um update com mais fotos porque é lindo e vale muito a pena, apesar de tudo. 😉

P.S. O lado brasileiro fica para o próximo post.

Pra conhecer: Foz do Iguaçu parte II

Esta segunda parte (e também a terceira) será dedicada aos passeios que fizemos e as impressões que tive de cada um.

Um lugar muito bom para se visitar é a Usina de Itaipu.

Itaipu Binacional

São três tipos de passeio:

Passeio 1 – Visita externa panorâmica: esse passeio é diurno e os visitantes são levados de ônibus por um tour pela usina, passando pelo jardim, por trás das turbinas e por cima da barragem onde, de um lado, você pode ver o lago formado pelo rio Paraná e, do outro, dá pra ver o vertedouro (por onde é liberado o excesso de água durante o período de cheia do rio).

Se você estiver lá no período de cheia o passeio se torna realmente imperdível. Infelizmente quando eu fui o vertedouro estava fechado mas nem por isso deixei de apreciar imensamente a visita.

Passeio 2 – Circuito Especial: Além do passeio panorâmico externo eles te levam pra conhecer a usina por dentro! Pena que não consegui pois faltou tempo nas miniférias de 4 dias…

Passeio 3 – Visita Institucional: Idêntica ao Circuito Especial no roteiro. A diferença está no valor: a visita institucional é gratuita, destinada a grupos (universidades, centros de pesquisa, etc) e deve ser agendada com antecedência.


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Quer saber mais?

No site http://www.itaipu.gov.br você encontra todas as informações sobre esses passeios, além de outros que a usina também oferece já que fazem parte do complexo, ainda, museu, viveiro e monumentos.

E eu já ia publicando o post quando lembrei de outra coisa que vale a pena ver na visita à Usina 😛

É o show de iluminação noturna da barragem! Um combinação de luzes com uma música feita especialmente pra ocasião, com toda a pompa e circunstância rs. Divertidíssimo mas não esperem um final grandioso tá… Não é nada comparado a isso aqui tá… 🙂

Pra conhecer: Foz do Iguaçu Parte I

Foz do Iguaçu é um município localizado no Estado do Paraná, exatamente na divisa entre Brasil, Argentina e Paraguai, divisa essa que é conhecida como tríplice fronteira.

Essa cidade, como todo mundo sabe, é conhecida por abrigar a maior usina hidrelétrica (em geração de energia) do mundo – a Itaipú Binacional – e também o Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as famosas Cataratas do Iguaçu.

Bem, essa parte todo mundo conhece, claro. Quero mesmo é falar um pouquinho sobre como foi minha viagem pra lá, em Janeiro de 2009.

Fui com meus irmãos, de carro, no dia 01/01 e voltamos no dia 04/01/2009. Pouco tempo? Talvez…

Tem como aproveitar assim mesmo? Com certeza!

De Dourados/MS, onde moro, são aproximadamente 500km e 7 horas de viagem de carro. Saímos antes do sol nascer e chegamos lá ainda pro almoço.

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Outras distâncias que podem interessar. Saindo de:

Campo Grande/MS: 730km – 10 horas de viagem

Curitiba/PR: 630km – 8 horas de viagem

Florianópolis/SP: 936km – 12 horas de viagem

São Paulo/SP: 1.056km – 13 horas de viagem

Belo Horizonte/MG: 1.653km – 20 horas de viagem

Goiania/GO: 1.400km – 18h horas de viagem

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Claro que são apenas referências pois a disponibilidade de tempo (e também a coragem e as finanças, claro) influenciam muito sobre ir até lá por meios terrestres ou aéreos.

Como fomos com pouco tempo disponível procuramos otimizar ao máximo os dias por lá, visitando os pontos mais comentados: a Usina de Itaipú, o Parque Nacional de Iguaçu (tanto o lado brasileiro quanto o argentino) e também um pulinho em Cidade do Leste, no Paraguai e no Duty Free argentino.

Este é o primeiro de uma série de posts a serem publicados nos próximos dias pra falar só de Foz do Iguaçu. Além dos pontos turísticos visitados pretendo comentar sobre outros passeios que dá pra fazer por lá e também deixar um monte de links aqui pra quem quer se aventurar. Espero que gostem. 🙂

Nascer do Sol

Se quer viajar tem que madrugar!

Foto: Acervo Pessoal