O que fazer?

Eu nem sei o que fazer ou pra onde me direcionar nos últimos tempos… Há tanta coisa pra ver, ler, ouvir, pesquisar, saber.

Mestrado, trabalho, concursos, eleições, reuniões, mais trabalho, igreja, Deus, família…

São tantas coisas que as vezes me esqueço de que Deus deve sempre vir em primeiro lugar e, por consequência, todo o resto se resolve. Mas, humana e teimosa como sou, sempre quero colocar e fazer tudo de trás pra frente, fora da ordem natural.

Empolgação? Tenho muita, mas por pouco tempo… só o tempo de ela chegar e ir embora.

Paixão? Por poquíssimas coisas e para contá-las não chego a usar todos os dedos sequer da mão direita.

Amor? Aí é complicar demais o que já não é fácil.

Melhor mesmo é continuar como estou…

Será?

Porque o caminho pode ser estreito, tortuoso e cheio de espinhos mas a recompensa, ao final, é melhor do que o mundo inteiro.

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Eveline, by James Joyce

Eveline SchroeterQuem me conhece um pouquinho mais sabe que sou bem louca pelo meu nome. E adoro ouvir da minha mãe como ela o escolheu. Resumindo, ela resolveu me dar esse nome por causa da Miss Brasil 1981 1980 (eu nasci em 1982), que se chamava Eveline Schroeter. Na época da minha gestação a Miss fazia uma propaganda de iogurte na tv e minha mamis a achou linda e simpática e tal e cá estou eu, hoje, me chamando Eveline!

E como adoro meu nome, vivo buscando coisas novas sobre ele. E quem busca acha, não é mesmo?

Assim descobri algumas coisinhas…

Banda Eveline

Primeiro: há uma banda britânica italiana  chamada Eveline (mas com site na Grã Bretanha). Tem algumas músicas bem legais! Clica aqui pra ver o site deles!

Eveline Cosmetics

Segundo: há, também, uma marca de comésticos polonesa chamada Eveline. Adorei as embalagens, bem estilosas! Clica aqui pra ver o site da empresa, que está disponível em Inglês, Polonês e em outra língua que não consegui decifrar qual é! rs

Nickel Creek

Terceiro: tem uma música bem lindinha, do grupo Nickel Creek, chamada Eveline. Volta e meia me pego ouvindo! Clica aqui pra ver no Youtube.

James Joyce

Quarto e meu preferido: James Joyce, escritor irlandês nascido no ano de 1882, portanto 100 anos antes de mim (!), escreveu um conto chamado Eveline. Alucinei claro! E é um ótimo conto, veja só. Estou apaixonada por ele desde então.

O conto faz parte da obra Dublinenses, coletânea de 15 contos do autor escritos entre 1907 e 1914.

Capa do Livro Dublinenses

E como eu gosto muito dele, posto aqui pra vocês conhecerem também. Essa versão eu retirei do site  Revista Samizdat
e foi traduzido pelo Henry Alfred Bugalho, dono do referido site.

Clica aí pra ler o conto completo.

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Hoje eu sonhei com você…

Hoje eu sonhei com você.

 

Você tinha vindo me ver.

 

Só pra me ver.

 

É claro que, a princípio, não admitiu.

 

Disse que estava só de passagem e era coincidência.

 

Tanto que me procurou quando só tinha mais uma hora pra me ver, pouco antes do seu vôo sair.

 

Eu me ofereci pra te levar ao aeroporto.

 

Oh, ironia do destino!

 

Pode soar clichê e arranhar os ouvidos de alguém, mas ironia como essa não há!

 

Por que estava tão cansado? Por que resolveu se sentar? E dormir!

 

Por que me fez esperá-lo?

 

Por que não foi comigo?

 

Apenas teríamos que remarcar sua viagem… criar uma desculpa qualquer para sua ausência prolongada…

 

Por que não admitiu que queria me beijar tanto quanto eu quero te beijar!

 

Por que ficamos apenas naquele roçar de lábios?

 

Por que você ficou apenas naquele roçar de lábios?

 

Se você me quer tanto quanto eu te quero?

 

Você me provoca até em sonhos, mesmo eu não tendo estado contigo por mais de 4 horas seguidas e ainda assim, sempre acompanhados.

 

O que há em você que me fascina?

 

O que há em seu olhar, que tanto me encanta?

 

Que me tira o sono e me faz sonhar acordada.

 

Sonhar com seus beijos e seus carinhos. Com suas mãos sobre meu corpo, tomando posse do que já é seu há muito tempo, antes mesmo de nos conhecermos.

 

A cada minuto que te observo mais descubro.

 

Sobre você e sobre mim.

 

Descubro sobre os ângulos do seu rosto, retos, harmoniosos, que te fazem ser ainda mais belo para mim.

 

E descubro sobre os meus sentimentos.

 

Porque meu coração acelera a cada vez que me pego te olhando.

 

E quando me pego te olhando, me sinto te desejando.

 

Desejando não apenas seu corpo mas você inteiro, pra mim, comigo, pra sempre.

 

E então descubro que te amo.

 

E que não posso viver sem você.

 

E que não consigo sequer pensar que um dia poderíamos viver separados.

 

Na verdade eu posso viver longe.

 

Mas não quero.

 

Quero mesmo é estar com você.

 

Nos seus braços.

 

Sempre.

 

E quando me viro de lado, o vento frio, entrando pela janela entreaberta, me desperta.

 

Abro os olhos.

 

E pelo meu corpo, ainda em chamas pela sua lembrança, percorre um arrepio.

 

As cortinas se agitam.

 

Puxo as cobertas.

 

Hoje eu sonhei com você.